ForBabiesBrain SOS Sono

Consultas de Psicologia Pediátrica

Consulta SOS SONO

 

Não há treinos ou métodos milagrosos que ponham os bebés a dormir tranquilamente e durante toda a noite. Ao longo dos primeiros anos de vida o padrão de sono dos bebés vai evoluindo e maturando ao longo de diferentes fases, até atingir o padrão de sono que estamos habituados a ver em adultos. Todas essas fases são diferentes e perturbam o sono do bebé de diferentes formas. Mas o sono do bebé (ou a falta dele) não pode nem deve ser avaliado de forma isolada.
Na ForBabiesBrain as consultas são realizadas por profissionais de saúde, com formação em desenvolvimento cerebral infantil e saúde mental infantil bem como em psicoterapia analítica pais-bebé que permite avaliar o bebé com um todo mas especial na sua individualidade.

O facto dos bebés estarem em pleno desenvolvimento cerebral e a adquirir muitas competências em diferentes estados, deixa-os muito “atarefados” durante a noite. Desta forma, acordar de noite é imprescindível para o desenvolvimento saudável e a própria sobrevivência do seu bebé.
O sono do bebé é completamente diferente do sono dos adultos, por imperativos biológicos de desenvolvimento neurológico. Dependendo da idade os ciclos de sono do seu bebé variam entre os 50 e 90 minutos. Assim, apresenta mais períodos de sono leve que os tornam mais vulneráveis a despertadores noturnos. Deste modo, cerca de uma hora depois de adormecer, o bebé volta à fase de sono leve: começa a fazer movimentos, parece que vai sorrir e a sua respiração torna-se mais regular. Desta forma, podemos dizer que cinco horas, é o tempo que se considera “a noite toda” para um bebé, mas nem todos conseguem chegar a isso.
Concluindo, treinar os bebés para dormirem muito profundamente e muito precocemente não respeita os interesses psicofisiológicos nem psicológicos do bebé. Os ‘treinos do sono’ representam perigos para a saúde de um bebé, nomeadamente para o seu desenvolvimento cerebral e psicológico, uma vez que a maior parte deles criam sensações de abandono.

Os “treinos do sono” podem ter consequências a longo prazo?

Sim, porque na realidade os bebés não sabem adormecer sozinhos nem acalmar-se sozinhos. O que aprendem é que não vem ninguém quando eles choram, a isto chama-se “desânimo aprendido”. Em termos neurológicos, quando os bebés estão a chorar estão em stress, estão a pedir ajuda porque dependem do outro para sobreviver e, por isso, libertam cortisol — o cortisol em excesso e durante longos períodos (ou períodos repetidos) vai literalmente queimar neurónios. Tornando-se assim, mais tarde, uma criança ansiosa, sem confiança, hipervigilante, tudo isto importante na construção das relações sociais.

 

Qual a importância das sestas?

Na realidade devido ao desenvolvimento cerebral dos bebés e a sua intensa atividade, eles não conseguem tolerar longos períodos acordados. O sono das sestas não é igual ao sono da noite, no que diz respeito às zonas cerebrais ativadas que são ativadas num e noutro. Contudo, o sono diurno regula o sono noturno. A verdade é que quanto melhor for a qualidade do sono das sestas, melhor é a qualidade do sono da noite, o que significa menos despertares antecipados.

 

O que é que os pais podem e devem fazer para tentar adormecer o bebé?

Pegar ao colo é importante, porque ajuda a fazer a integração de toda a informação sensorial e ajuda o sistema nervoso a relaxar. O próprio pressionar o corpo ajuda o bebé a relaxar, bem como o ato de embalar e a criação de um ambiente mais zen, como por exemplo o uso de uma música de embalar. Não é aconselhável deixar que o bebé durma de dia com luz e com a televisão acesa, e à noite com escuridão e sem estimulação.
O ideal é realizar uma rotina que seja confortável para cada arranjo familiar. Que seja consistente todos os dias, de maneira que haja uma certa previsibilidade para que o cérebro saiba que aquilo vai acontecer e para que se vá adaptando.

Existe alguma rotina mais aconselhada?

O essencial é que a rotina seja o mais zen possível, ou seja, que consigamos diminuir toda a estimulação à volta para que o cérebro não continue a reter informação. É necessário um ambiente mais calmo, mais convidativo ao sono e escuro, bem como retirar o bebé de zonas onde há muita gente a falar ou há uma televisão ligada. Ouvimos dizer que os bebés ou a crianças pequenas têm de ir para a cama muito cedo, caso contrário não criam a rotina de ir para a cama às 21h. Mas sabemos que muitos pais chegam a casa depois das 21h. Se um bebé não tiver mãe e pai suficiente no seu dia, garanto que ele vai acordar de noite para ter mãe e pai. Agora, esse não é o melhor tempo de qualidade para o bebé ou para os pais. O ideal é a família adaptar-se a uma rotina, ou seja, ser consistente todos os dias, de maneira que haja uma certa previsibilidade para que o cérebro saiba que aquilo vai acontecer e para que se vá adaptando. Falo de uma rotina que seja confortável para cada arranjo familiar.

Pode incluir o diminuir as luzes, diminuir a estimulação auditiva, o embalo, o cheiro de alfazema no quarto, que é calmante, e a rotina do banho — nos primeiros tempos os bebés são, por vezes, resistentes ao banho e mais para o fim começam a achar piada e o banho transforma-se numa brincadeira, o que pode ser bom em termos de rotina.

Não se engane, não existe nenhuma formula mágica para por os bebé as dormir, ninguém lhe pode garantir que o seu bebé vai ser um dorminhoco, e vai precisar de tempo, paciência, sensibilidade para ajudar o seu bebé a desenvolver as competências necessárias a uma boa noite de sono.

Lembre-se que as noites em claro com o seu bebé ao colo, vão durar um tempo muito curto se o comparar com o tempo todo que vai passar com ele pela vida fora, no entanto as memórias do seu amor incondicional e capacidade de resposta vão ficar para sempre com ele!

Nós estamos cá para ajudar neste processo em conjunto!

Quer marcar uma consulta?

Contacte-nos pelo 220120779 ou preencha o formulário de marcação de consulta.